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Chibaia

Chibaia: uma identidade e uma representação positivas

Cláudio Lobo é o mentor dos bastidores da marca Chibaia. A capulana, pano tradicional, é reinventada.

Cláudio Lobo is the backstage mentor of the brand name Chibaia. He was born in New York but lives in Maputo nowadays, after having studied design in Washington. The brand name Chibaia was inspired by his family’s original name, as a way to recover its Mozambican identity. The capulana, a traditional fabric, is reinvented in stylised, especially in female and male coats. “We are focused on projecting a positive image of Mozambique, giving a example to a new generation”.

Cláudio Lobo é o mentor dos bastidores da marca Chibaia. Nasceu em Nova Iorque, oriundo de uma família moçambicana de professores da província da Zambézia. É filho de pai diplomata e mãe com formação na área financeira. Formou-se em Marketing, em Comércio Internacional e, mais tarde, em Design. Cresceu em Washington, mas hoje vive em Maputo. Depois de terminar o curso de Design, começou a trabalhar em Publicidade na agência DDB. Chegou a ter uma empresa de comunicação, mas a crise económica fechou-lhe as portas.  Em 2013, mandou fazer um casaco forrado com capulana a uma costureira. O produto foi de tal forma um sucesso que Cláudio começou a ter vários pedidos. Percebeu que a ideia se poderia transformar num negócio.

A marca Chibaia nasce, assim, “por acaso”, e inspirada no nome original da família, como forma de resgatar a identidade moçambicana. (O avô de Cláudio foi professor na época colonial e, por isso, teve de adoptar um nome português: “Lobo”, deixando cair o sobrenome Chibaia, que é também o nome de uma localidade em Tete). Nessa altura, o estilista começou a transformar casacos, criando formas com capulana. O negócio começou a alavancar e a ganhar expressão. “No princípio, os principais clientes eram sobretudo estrangeiros, mas nos últimos anos temos tido um público de compradores moçambicanos, jovens de classe média”, afirma.

Hoje, tem já uma loja perto do centro de Maputo, onde a capulana é reinventada em bolsas estilizadas, calções, tops, t-shirts, mas sobretudo em casacos femininos e masculinos de variadas formas. “Quero contribuir para a valorização do património material e a sua utilização, através da capulana, criando uma identidade e uma representação”, ressalva o criador. “A aposta é em projectar uma imagem positiva de Moçambique, dando exemplo a uma nova geração de emprego e, ainda, contribuir para suprir as necessidades do mercado em vestuário de alta qualidade, cem por cento moçambicano”.