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Companhia de Dança Contemporânea de Angola

Companhia de Dança Contemporânea de Angola

Um palco em movimento

The Contemporary Dance Company of Angola counts 26 years of dance history and continues to reinvent itself, breaking with a certain idea of “tradition” and conservatism, and building a collection of aesthetic creations that possess distinctive auteur features. The Company entwine history and culture in Angola as an attempt to understand the universal issues such as pain, love, conflict, energy and affects.

Com um percurso inovador e singular, a Companhia de Dança Contemporânea de Angola acumula já 26 anos de história da dança sem deixar de se autorecriar. Num contexto artístico débil em políticas culturais, onde as artes performativas parecem reduzir-se ao teatro não profissional e às danças patrimoniais e recreativas urbanas, a CDCA rompe com uma certa ideia de “tradição” e conservadorismo, construindo um espólio estético com características específicas e de cunho autoral muito vincado. As suas propostas coreográficas confrontam o público trazendo as histórias e episódios do quotidiano social, urbano e rural, onde o corpo e o movimento constituem o elemento catalisador. A contemporaneidade da Companhia reside nesse olhar atual que cruza a história e a cultura com experiências extremas vividas em Angola, numa tentativa de compreender as questões universais da dor, amor, conflitos, energia e afetos.

Sob direcção da coreógrafa Ana Clara Guerra Marques, a Companhia é composta por 7 bailarinos, um produtor executivo, um fotógrafo para a imagem e um ensaiador e figurinista, convidando, pontualmente, artistas para efectuarem residências. São exemplos a partir de pesquisas em vários territórios, para revitalizar a diversidade cultural de raiz tradicional, A Propósito de Lweji (1991), Uma frase qualquer… e outras (frases) (1997), Peças para uma sombra iniciada e outros rituais mais ou menos (2009), Paisagens Propícias (2012), e Mpemba Nyi Mukundu (2014) e (Des)construção (2017). Mas para a CDCA a dança é, sobretudo, um meio de intervenção social, como evidenciam Mea Culpa (1992), Imagem & Movimento (1993), Palmas, por Favor! (1994); Neste País… (1995), Agora não dá! ‘Tou a Bumbar… (1998), Os Quadros do Verso Vetusto (1999), O Homem que chorava sumo de tomates (2011), Solos para um Dó Maior (2014), Ceci n’est pas une porte (2016) e O monstro está em cena (2018).

Além dos espectáculos, a Companhia promove actividades diversas para contribuir para a educação estética do público. Os espectáculos já viajaram por várias cidades africanas, americanas, europeias e asiáticas. Em 2017 foi-lhes atribuído o Prémio Nacional de Cultura e Artes no seu país.

Sector

Artes Performativas
País

Angola
Web

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Endereço electrónico info@cdcangola.com