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Missanga da Nina

Na loja da nina expõem-se também parcerias

Natural da Ilha de Moçambique, Nina procura novas abordagens criativas, tentando reinventar a bijuteria e para o vestuário.

Born in Ilha de Moçambique, Nina attempts to reinvent different languages for jewelry and clothing making. She works with artisans, and at her shop one can find both her original work and the result of partnerships with other artists: “The sculptures are made by an artisan who works with me for a long time; the pieces in blackwood, I buy them directly from the artisans; as for the Mussiro root, someone collects it for me”.

Amina Amade Cássimo, mais conhecida por Nina, trabalha com artesanato há mais de 20 anos. Natural da ilha de Moçambique, começou por confeccionar roupa para ela e para a irmã, ao mesmo tempo que também ia experimentando fazer bijuteria. Diz que é “autodidata e curiosa” e que sempre se interessou por “experimentar novos materiais”. Começou a fornecer alguns produtos à então proprietária da loja de artesanato na ilha – que hoje é sua –  e viajava muitas vezes para Maputo para ir vender. Explica: “eu ia de porta-em-porta às instituições culturais como embaixadas, centros culturais, etc, ia vendendo e tive algum sucesso.”

Em 2000, a proprietária da loja de artesanato propôs-lhe que ela ficasse com o espaço. Ela comprou a loja. Depois, chegou a participar de algumas feiras de artesanato em Maputo. Levava peças feitas em bordado tradicional e capulanas. Começou a colaborar com alguns organismos na promoção de feiras em Maputo, apostava em formação e em formar parcerias. “Por exemplo, chegaram até a contratar uma designer de África do Sul, a meu pedido, para trabalhar comigo.” Nina foi trabalhando cada vez mais, tentando novas abordagens criativas a materiais, tentando reinventar as diferentes linguagens para a bijuteria e para o vestuário. “Estamos a produzir roupa e bijuteria na loja e a fazer remodelação de mobiliário antigo”, enumera. A artista trabalha com vários artesãos independentes e projecta ideias em desenhos para que eles fabriquem as peças.

Na loja, encontramos quer trabalhos originais, quer resultados de parcerias com outros artistas locais: “As esculturas de barro é um senhor que trabalha comigo há muito tempo. O pau preto são peças que compro directamente aos artesãos. As peças utilitárias eu desenho e depois fazem. O Mussiro é um senhor que trabalha comigo que recolhe.”