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Festival Ecoar: a força das línguas que resistem

  • Festival

5 de Novembro de 2025

O Festival Ecoar, promovido pelo Banga Colectivo, chega em novembro a Sintra com uma proposta que combina arte, memória e identidade linguística. O evento, que decorre nos dias 8, 10 e 11 de novembro, pretende destacar o papel das línguas nacionais africanas como património vivo e forma de resistência cultural.

O projeto nasce da vontade de Yolana Lemos, diretora do coletivo, em criar um espaço onde escutar se torne um gesto político e afetivo. “Escutar é uma forma de reatar o que o tempo e a história foram separando”, afirma, sublinhando a importância de recuperar vozes e expressões que o colonialismo procurou silenciar.

A programação do festival integra várias dimensões artísticas e pedagógicas. O dia 8 assinala o lançamento do livro Ecoar, uma publicação que reúne ensaios, conversas e registos de campo do Banga Colectivo. No dia 10, está prevista uma oficina para crianças orientada por Sérgio Wayami, linguista e ativista, que procura despertar uma nova consciência sobre as línguas maternas.

Ainda no dia 10, será inaugurada a Universidade da Oralidade, uma instalação que transforma o saber tradicional do soba do Bailundo, em Angola, numa experiência sensorial contemporânea. O encerramento, a 11 de novembro, contará com um concerto de Victor Gama, que apresenta instrumentos experimentais como o toha e o acrux, unindo som ancestral e criação moderna.

Mais do que um evento pontual, o Festival Ecoar projeta-se como uma plataforma de circulação de saberes e práticas artísticas entre países lusófonos. Estão já a ser pensadas edições futuras em Cabo Verde, Moçambique, Brasil e São Tomé e Príncipe, reforçando a ideia de que as línguas são pontes vivas entre territórios e tempos.

Para saber mais sobre o festival consulte o seu site.

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