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Moçambique: Projeto «M’SAHO – Melhoramento do Festival de Timbila» chega ao fim, com inauguração de Centro Interpretativo

  • Moçambique

4 de Setembro de 2025

Com a inauguração do Centro de Interpretação de Timbila, no povoado de Guilundo (Zavala), chegou ao fim, a 25 de julho, o «M’SAHO – Melhoramento do Festival de Timbila». O projeto, que teve o apoio do PROCULTURA, procurou preservar e divulgar este instrumento tradicional moçambicano.

Na cerimónia, presidida por Samuel Júnior, titular da Direção Provincial da Cultura e Turismo de Inhambane (DPCTI), foi apresentado o novo espaço, que inclui um ateliê expositivo dedicado à vida e obra do Mestre Venâncio Mbande, figura emblemática na história da timbila, bem como uma estufa de mwendje (árvore utilizada na sua construção), uma mostra de objetos ligados à fabricação do instrumento e explicação sobre o processo de produção.

O projeto «M’SAHO – Melhoramento do Festival de Timbila» foi implementado pela DPCTI, em parceria com a Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Inhambane, e contou com o apoio do PROCULTURA. Desde 2022, procurou revitalizar as orquestras de timbila, preservar e divulgar a timbila além-fronteiras, especificamente através da promoção do festival M’saho, e contribuir para o turismo cultural e melhoramento do bem-estar social e económico de Zavala.

Importa salientar que, mais do que um instrumento musical, a timbila é um legado vivo da cultura chope, tendo sido elevada a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 2005. A 29.ª edição do M’Saho – Festival da Timbila decorreu a 23 de agosto em Quissico, tendo atraído à vila milhares de pessoas, entre turistas, académicos, estudantes e amantes da música tradicional.

O PROCULTURA é um projeto financiado pela União Europeia, que é gerido e cofinanciado pelo Camões, Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. e conta também com financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian. Dispõe de um orçamento de 19 milhões de euros e tem como objetivo contribuir para a criação de emprego em atividades geradoras de rendimento na economia cultural e criativa nos PALOP e em Timor-Leste.

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