D Rome
O primeiro trapiche da ilha gerido e operado por mulheres.
D Rome
The D Rome brand was established in 1987 in Ribeira da Torre, having originated from the agricultural community of Santo Antão. The farmer Jon D’ Rome set up his own sugar mill, where he began producing grogue and sugarcane syrup. Most of the sugarcane came from other growers, who paid according to the traditional model still in use on the island – one in every two bottles of grogue belongs to the mill owner. Of the eight employees, both permanent and temporary, seven are women.
D Rome
La marque D’Rome a vu le jour en 1987 à Ribeira da Torre, issue de l’agriculture de Santo Antão. L’agriculteur Jon D’Rome a fondé son distillat, où il s’est mis à produire du grogue et du miel de canne à sucre. La majeure partie de la canne provenait d’autres producteurs, qui payaient selon le modèle traditionnel encore en vigueur sur l’île : une bouteille de grogue sur deux appartient au propriétaire du distillat.À la tête de l’entreprise se trouve l’une des héritières, Joanita Fortes, professeure de philosophie qui a pris les rênes d’une activité traditionnellement dominée par les hommes. En plus d’être dirigée par une femme, D’Rome emploie également une main-d’œuvre majoritairement féminine. Sur les huit employés, permanents et temporaires, sept sont des femmes.
A marca D Rome nasceu em 1987 na Ribeira da Torre, veio agrícola de Santo Antão. O agricultor Jon D’ Rome fundou o seu trapiche, onde passou a produzir grogue e mel de cana sacarina. A maioria da cana era de outros produtores, que pagavam no modelo tradicional ainda em uso na ilha – um em cada garrafões de grogue pertence ao dono do trapiche.
Por motivos de saúde, em 2020, o patriarca da família passou o comando do trapiche para os nove filhos, que criaram a empresa Chichina D’Rome. O nome é uma homenagem ao pai, que começou com um trapiche movido a mula e boi. Atualmente, a cana é processada por uma máquina. Há outras mudanças, como o engarrafamento das bebidas, que antes não se fazia e a criação de novos produtos, comos os licores, com recurso a frutas e ervas aromáticas da ilha. Por outro lado, a nova empresa segue regras mais rígidas na produção, patentes numa regulação que iniciou há cerca de uma década.
À frente está uma das herdeiras, Joanita Fortes, uma professora de filosofia que assumiu as rédeas de um negócio que é dominado por homens. Logo no início, notou alguma resistência. “Pronto, trata-se de uma mulher, não tinha experiência de produção. Houve alguma resistência, mas aqueles que vieram falaram bem do nosso trabalho, e outros, foram chegando”.
Além de ser gerido por uma mulher, D’Rome também dá trabalho à mão de obra feminina. Dos oito funcionários, efetivos e temporários, sete são mulheres.
Janita Fortes afirma que a empresa está a crescer, a ganhar mais clientes, inclusive de regiões mais distantes como Coculi, na Ribeira Grande, e no concelho do Paul.