SIMILI
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Debora Roberto, from Cape Verde, and Helena Moscoso, from Portugal, wanted to do something about the rubbish that accumulates on the beaches, such as plastic bottles, fishing nets and other debris washed up by the tides. They ended up creating eco-friendly bags from fishing nets, which provide the nylon 6. The ropes are unravelled, and the yarn is wound into balls for use on the loom. The result is a colourful fabric used to produce eco-friendly bags, pencil cases, purses and toiletries bags.
SIMILI
L'idée initiale a germé en 2019 chez deux amies résidant sur l'île de São Vicente, qui travaillent dans le tourisme durable et partagent un amour commun pour la mer. Debora Roberto, capverdienne, et Helena Moscoso, portugaise, souhaitaient agir contre les déchets qui s'accumulent sur les plages, tels que les bouteilles en plastique, les filets de pêche et autres détritus rejetés par les marées. Elles ont fini par créer des sacs écologiques à partir de filets de pêche, qui fournissent le nylon 6. Les cordes sont effilochées, puis transformées en pelotes qui sont utilisées sur le métier à tisser. Le résultat est un tissu coloré avec lequel sont fabriqués des sacs écologiques, des trousses, des porte-monnaie, des trousses de toilette, des sandales.
Reciclagem de lixo oceânico para produzir peças de artesanato com o selo “Made In Cabo Verde”
A primeira ideia surge em 2019 entre duas amigas que residem na ilha de São Vicente, trabalham com turismo sustentável e partilham o amor pelo mar. Debora Roberto, cabo-verdiana, e Helena Moscoso, portuguesa, queriam fazer algo sobre o lixo que se acumula nas praias, como garrafas de plástico, as redes de pesca e outros descartes trazidos pelas marés. E acabaram por criar bolsas ecológicas a partir de redes de pesca, que providenciam o nylon 6. As cordas são desfiadas, fazem-se os novelos que são usados no tear. O resultado é um tecido colorido com que se produzem bolsas ecológicas, estojos, porta-moedas, necessaires, sandálias.
A Simili conseguiu o primeiro financiamento quando arrecadou um prémio no programa PROMEB, criado pelo governo cabo-verdiano para apoiar iniciativas ligadas à economia marítima. Com esse montante, promoveu uma formação de costura e tecelagem, com participação de 16 mulheres da aldeia piscatória de Salamansa, no norte de São Vicente. A formação permitiu montar um atelier de produção, que garante rendimento a três artesãs da comunidade. Produzem as bolsas ecológicas, seja por encomenda de instituições e organizações, seja para exposição em lojas e feiras de artesanato.
O projeto divide-se entre as vertentes de produção artesanal, as campanhas de limpeza das praias, o trabalho de conscientização sobre a proteção ambiental e ações de formação. Recentemente, agregaram um novo serviço, que são as experiências turísticas, que inclui participar em campanhas de limpeza de praias e trabalhar no atelier de produção de peças de artesanato.