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Restaurante Satiate

Uma experiência gastronómica autêntica que une sabor, sustentabilidade e empoderamento feminino.

O espaço Satiate abriu durante a pandemia da Covid-19, depois da fundadora perder o seu emprego de 12 anos numa instituição de educação. Beatriz Geraldo explica que o projeto surgiu do desejo de proporcionar aos angolanos uma experiência autêntica “do exterior” dentro de casa, num período marcado por restrições de viagem. Ao longo de cinco anos, o conceito evoluiu para um verdadeiro ecossistema criativo que se distingue pela exploração da culinária oriental e da mixologia artesanal. 

Inicialmente, o empreendimento esteve focado na produção artesanal de pães tradicionais asiaticos (Baos), que podiam ser solicitados online através do Instagram e de algumas apps de entrega. Após o periodo de distanciamento social, houve a necessidade de implementar um espaço para receber clientes: foi assim que surgiu a ideia de colocar mesas no terraço de uma construção feita com contentores marítimos, onde de dia se tem a vista do mar e da ilha do Mussulo, e de noite os clientes podem disfrutar da brisa e da iluminação nocturna relaxante.

O restaurante Satiate concentra-se no conteito de “street food asiático”, o que já representou um desafio por não haver uma continuidade de fornecimento de certos produtos no mercado angolano. Para evitar falhas no padrão de qualidade e na disponibilidade dos pratos do seu menu, a cozinha do restaurante hoje baseia-se num processo de criação “from scratch”, produzindo internamente fermentados como kimchi, molhos e xaropes naturais, para assegurar a autenticidade dos sabores e reduzir a dependência de importações.

Entre os principais desafios que esse empreendimento encontra, destacam-se a educação do paladar local, uma vez que os habitos gastronómicos locais indicam uma forte preferência pela culinária portuguesa e angolana. Outro desafio é representado pela superação do estigma associado ao acesso, porque o espaço está localizado numa das zonas mais renomadas de Luanda, mas paradoxalmente num quarteirão não asfaltado. Beatriz Geraldo indica essa questão como um falso problema, porque a vista privilegiada que o local oferece representa um diferencial bastante apreciado, sobretudo pelos turistas, que por vezes procuram o restaurante especificamente por causa da experiência única que uma refeição “no terraço e no bairro” oferece.

É importante ressaltar que o Satiate adota uma abordagem social intencional, contratando e formando exclusivamente mulheres, promovendo autonomia, capacitação e crescimento profissional, privilegiando a formação de pessoas sem experiência prévia, em prol de uma cozinha feita “com o coração”, centrada no cuidado e na perceção sensorial. As colaboradoras trabalham num ambiente child-friendly, integrando o cuidado dos filhos na sua rotina laboral.

Sem identificar uma concorrência direta pela sua especificidade técnica, Beatriz Geraldo projeta o futuro do seu empreendimento na capacitação plena da equipa, assegurando que o ecossistema prospere de forma autónoma e sustentável, contribuindo para a economia criativa e cultural de Angola.

Sector
Produtos Naturais e Gastronomia
País
Angola
Produtos
Restauração especializada em comida de rua asiática (Baos, Bibimbap, Kimchi artesanal). Serviços de Private Chef para experimentação de menus exclusivos.
Onde encontrar
Angola, Luanda, Talatona Bairro.
Web
Instagram @s.atiate
+244 929 862 492 

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